sexta-feira, 3 de maio de 2013


"Quando de uma hora pra outra, surge um pedacinho de memória que te leva pra outro mundo. 
E isso acontece bem na hora que você está com vontade de sumir deste mundo...
Fazer o que? Voar nas lembranças"



***
Aconteceu sem mais, nem menos.
Virou costume se cumprimentarem toda vez que ele passava.
Ela sorria. Ele dizia um “oi” inaudível, perfeitamente compreensível no movimento dos lábios.
Continuou...
Ela sorria cada vez mais. Ele olhava cada vez mais.
Ela cantarolava todas as músicas que tocavam, fingindo não saber que os olhos dele viam cada movimento.
Ela fingia não se importar, mas queria que ele estivesse olhando.
E quando os olhares se cruzavam...

E chegou o dia.
Ele se manifestou em um oi nada audível, muito menos visível nos lábios. “Oi, obrigado por aceitar” disse.
E em um bate papo de restinho de fim de semana eles se comunicaram de verdade pela primeira vez.
Assim, relógios sumiram, palavras voaram entre dedos e teclado.
Olvidaron el tiempo
Eram três horas da manhã, quando disseram buenas noches e foram dormir...
Dormir? Quem dormiu?


SSpohr

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